Entrámos no tempo da Quaresma. Para os cristãos é um momento privilegiado para fazer um balanço do caminho percorrido. É tempo de oração e conversão, em que somos convidados a ir até ao deserto e, no silêncio, contemplar o mistério da vida. Infelizmente muita gente tem medo do silêncio. Para uns é sinónimo de solidão, para outros, é como se fosse um grito estridente que nos amedronta. Não admira! Vivemos imersos em sons, palavras, e ruídos e deixámos de saborear o silêncio e de saber escutar. Mas na tradição cristã o silêncio não é solidão é encontro e escuta. Se calhar temos medo do silêncio porque temos receio de nos escutar ou de escutar os desafios que Deus tem para nos fazer. Não tenhamos medo de ir até ao deserto. O silêncio a que este tempo convida é sinónimo de esperança e de renovar a vida! É tempo de encontro, de mudar o que não está bem e nos impede de acreditar que somos capazes de fazer mais e melhor. Na caminhada quaresmal não vamos ao encontro do nada, mas caminhamos para a Ressurreição do Senhor e nossa.
Padre Paulo
