Para uma criança, a vida é uma aventura criativa, onde crescem e se conhecem por meio de brincadeiras, conversas, afetos, ou seja, através de experiências e das suas reações e adaptações às mesmas.

A palavra “criatividade” provém do latim «creare», que significa fazer, produzir, e do termo grego «krainen» que significa realizar. Criatividade, para a pedagoga Teresa Araújo, “é a capacidade de produzir ideias novas e de comunicá-las”.

A criatividade é o dom de pensar livremente e de estar aberto ao mundo.

Podemos afirmar que a criatividade é o dom de pensar livremente e de estar aberto ao mundo, que nos leva a um processo de mudança e de desenvolvimento tanto pessoal quanto social. E neste sentido, o papel da escola deve ser o de incentivar a criatividade nas crianças para que elas sejam capazes de seguir o seu caminho com liberdade.

Acredita-se que o potencial criativo pode ser estimulado por meio de vários fatores, no qual qualquer pessoa, inserida num ambiente propício para tal, pode beneficiar destes fatores para desenvolver o seu potencial criativo. Fica deste modo evidente, que os educadores devem possibilitar estas condições aos educandos. Através dela pode-se encontrar soluções na resolução de conflitos, no resgate de valores, etc. Cabe ao educador, procurar e encontrar todas as oportunidades para desenvolver a criatividade.

Existem obstáculos e dificuldades que podem dificultar o processo do pensamento criativo tais como o medo de errar, a impaciência, o perfeccionismo, o preconceito, a insegurança, a competição, a pressão, a falta de tempo, o excesso de recompensa, o excesso de avaliação, o excesso de regras, entre outros. Mas também existem fatores que a podem promover tais como encorajar o educando a aprender de forma independente, motivar, criar momentos de partilha de opiniões e de propostas de ideias, promover a reflexão e a auto-avaliação, fazer escolhas e assumir as responsabilidades das mesmas, valorizar e respeitar a individualidade de cada um, estimular o desenvolvimento de interesses e gostos, envolver o educando na solução de problemas reais, desenvolver a tolerância face às frustrações, entre outros.

Ensinar com criatividade não significa recorrer a recursos tecnológicos, dinâmicas complicadas ou espetáculos mirabolantes na sala de aula, mas é ter uma atitude de abertura, aceitação, provocação, incentivação e de reconhecimento da importância dos alunos e das suas manifestações. O educador deve procurar promover um ambiente em sala de aula em que a experiência de aprendizagem seja prazerosa, onde consequentemente, os educandos, desenvolvam a capacidade de pensar em termos de possibilidade, de explorar consequências, de sugerir as suas próprias ideias. Para o pedagogo Solomon Muglia Wechsler, um educador criativo é aquele que “está aberto a novas experiências e, assim sendo, é ousado, curioso, tem confiança em si próprio, além de ser apaixonado pelo que faz”.

O ensino deve ser ativo, capaz de estimular ideias e resolver problemas, despertar a sensibilidade humana, incentivar pensamentos divergentes e ampliar a mente para um mundo de infinitas possibilidades, fazer diferente num mundo diferente.

Podemos concluir que o ensino deve ser ativo, capaz de estimular ideias e resolver problemas, despertar a sensibilidade humana, incentivar pensamentos divergentes e ampliar a mente para um mundo de infinitas possibilidades, fazer diferente num mundo diferente, onde educar na criatividade resulta em estimular ideias e despertar a sensibilidade humana, indo mais além do desenvolvimento de competências. Como refere Maria Montessori, “a primeira tarefa da educação é agitar a vida, mas deixando-a livre para se desenvolver” e neste sentido, a escola pode ou não representar um freio à criatividade, dependendo do contexto que se apresenta para os alunos, das práticas pedagógicas utilizadas, das atitudes de toda a comunidade educativa.

Nos dias de hoje precisamos de pessoas dotadas de consciência, compaixão e criatividade, pois na ação encontramos várias manifestações de criatividade (música, poesia, pintura, arquitetura, ciência, tecnologia), no sentimento (amor, beleza) e na existência (meditar, interesses, consciência). Recordemos e sejamos capazes de pôr em prática as palavras do Papa Francisco para este tempo: “Mesmo isolados, o pensamento e o espírito podem ir longe com a criatividade do amor. Isto é necessário hoje: a criatividade do amor.”

Marta Ganilo, Gabinete de Psicologia




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